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Não depilar é falta de higiene? Entenda a relação com doenças e cheiro forte

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Depilar-se ou não é uma questão pessoal. Você não precisa se sentir na obrigação de eliminar seus pelos nem de deixá-los ao natural. Mas antes de tomar uma decisão, que tal desbancar o mito de que sedepilar é questão de higiene?

Pelo dá mau cheiro?

Existem dois fatores que podem causar odores fortes na região íntima e nenhum deles está ligado à presença dos pelos.

As lesões da depilação facilitam a entrada dos micro-organismos no corpo.
O primeiro está relacionado a infecções causadas por vírus, fungos e bactérias. Esses micro-organismos podem mudar a cor e cheiro do corrimento, causando odor forte.

A segunda causa é a falta de higiene. Em todo o corpo, as células mortas são descamadas. Na vulva, uma área úmida, elas tendem a se acumular entre os pequenos e grandes lábios. Junto com a oleosidade natural da pele, elas formam o esmegma, uma secreção branca que gera odor forte se não for retirada.

Secreções acumuladas nos pelos

Isso só acontecerá se o volume de corrimento estiver muito aumentado, caso contrário a secreção normal ficará entre a saída da vagina e a calcinha. Se a sua secreção for naturalmente volumosa, uma boa ideia é deixar os pelos aparados, garantindo que a secreção não se espalhe.

Mau cheiro durante a menstruação

O fluxo da menstruação pode se espalhar pela vulva e se acumular nos pelos, o que deixa um odor característico. A depilação, nesse caso, ajuda na hora de fazer a higiene íntima, mas não é indispensável. Usar coletor menstrual ou absorvente interno são boas estratégias para manter o sangue concentrado em um só lugar. Lencinhos umedecidos também quebram um galho. Mas lembre-se: o ideal é conversar com o ginecologista para descobrir qual a melhor alternativa para você.

Doenças

O “chato” passou a ser menos frequente depois que a depilação íntima virou moda.
Fazer depilação não tem correlação comprovada com prevenção de doenças. Ao contrário, alguns estudos já mostraram que remover os pelos pubianos aumenta as chances de contrair uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). Isso acontece porque as pequenas lesões deixadas pela ‘puxada da cera’ ou mesmo pela gilete facilitam a entrada de micro-organismos no corpo.
Um desses levantamentos, publicado pelo periódico Journal of Sexually Transmitted Infections, investigou a relação entre depilação íntima e aparecimento de molusco contagioso, uma infecção viral que causa pequenas verrugas na pele.

Para isso, eles perguntaram a 30 homens e mulheres infectados com o vírus se eles haviam se depilado. Como resultado, encontraram que 93% havia usado cera ou gilete para retirar os pelos.
Um estudo de caso australiano contou a história de uma jovem que teve uma grave infecção por herpes e estafilococos depois de uma depilação íntima com cera. Febre, hepatite e corrimento purulento foram alguns dos sintomas da infecção

Por último, médicos têm observado que a incidência de pediculose pubiana, comumente chamado de “chato”, tem diminuído. A possível causa seria a eliminação dos pelos, que se tornou comum nas últimas décadas.




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