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Pokémon Go foi criado para CIA espionar as pessoas

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Teorias defendem que o novo hit dos games é uma operação secreta do governo americano. O que isso revela sobre nosso conhecimento digital?

PAULA SOPRANA – Revista Época

25/07/2016 – 17h03 – Atualizado 26/07/2016 12h43

Tão logo o Pokémon Go foi lançado em alguns países, surgiram alertas sobre como o game de realidade aumentada da Nintendoinvade a privacidade de seus usuários e tem acesso a informações pessoais, microfone, câmera e localização exata. A disseminação dessas ideias cresceu – obviamente não com a mesma popularidade que os casos bizarros em torno do game, de assaltos em pokestops a caça a monstrinhos em velórios. Uma das teorias que viralizaram a partir do domingo (24) diz que o Pokémon Go é, na verdade, um ambicioso instrumento de espionagem global lançado pela CIA em parceria com outras agências de inteligência. A postagem de um brasileiro no Facebook, que já tem quase 20 mil compartilhamentos, detalha como o aplicativo seria um artifício criado pelos yankees para entrar em nossas casas e fazer uma devassa em nossas vidas.

O embasamento da teoria é que o criador do jogo, John Hanke, também fundou uma empresa chamada Keyhole, Inc., um projeto de mapeamento de superfícies que tinha como patrocinadora uma empresa ligada à CIA. A Keyhole foi comprada pelo Google, que tem o serviço de mapas mais popular do mundo. Faltava ao serviço secreto americano um elo com uma empresa capaz de romper a barreira final da privacidade: o acesso digital a nossas residências.

Aqui cabe uma rápida explicação para quem não conhece o game. NoPokémon Go, os jogadores – que vivem à caça das criaturas para coletá-las e treiná-las – precisam se deslocar até os monstrinhos, mirar a câmera ao redor e encontrá-los sobrepostos à realidade na tela do celular. Para capturá-los, basta tirar uma foto com o smartphone. Para facilitar o início do jogo, o Pokémon Go espalha alguns integrantes da turma do Pikachu ao redor do jogador. Se a pessoa estiver em casa, ela vai fazer imagens do quarto ou da sala. That’s a bingo! É tudo de que a CIA precisava.

As teorias não nasceram no Brasil, é bom que se diga. No Reddit, um dos principais fóruns virtuais dos Estados Unidos, um texto questiona a necessidade de tirar uma foto para caçar o pokémon. “Não bastaria o jogador ir até a localização da criatura e ter sua localização verificada por meio do GPS?”, pergunta. Segundo o autor americano, todas as imagens registradas pelos usuários podem servir a um grande banco de dados, à disposição das agências governamentais. Há até um e-mail supostamente enviado por um diretor da CIA que fala na “Operação Pokémon Go para melhorar a moral pública”.

Outros pontos alimentam a teoria de que a CIA estaria por trás do retorno do Pikachu. Para que a brincadeira funcione, o Pokémon Gopede permissão para ter acesso à câmera do celular, à localização do jogador, ao microfone e aos dispositivos USB conectados ao smartphone. Em seus termos de uso (aqueles que quase ninguém lê), a criadora do game afirma que “coopera com as agências do governo” e com as companhias privadas. Itens menos nocivos, mas também invasivos, assustaram alguns dos mais desavisados. Um deles diz quer o Pokémon Go pode ter acesso a sua conta de e-mail para enviar mensagens automáticas em seu nome.

Há um fundo de verdade?

Todas essas informações em torno do jogo têm um fundo de verdade? O aplicativo tem acesso a nossas informações e pode cooperar com as agências internacionais? Sim. O problema é que não é apenas o Pokémon Go que faz isso. Pelo contrário, a maioria dos aplicativos que usamos pede informações similares. Todas elas estão nos termos de uso. O que mostra como, apesar de convivermos há mais de uma década com as redes sociais, ainda não conseguimos compreender direito que tipo de informações pessoais essas empresas usam para ganhar dinheiro.

Quer um exemplo? O Instagram. Assim como o Pokémon Go, o aplicativo tem acesso à câmera, ao microfone e à localização do usuário. As fotos ficam dispostas num mapa que indica exatamente o local em que foram feitas. A pergunta: quantas fotos você já tirou e publicou dentro de sua casa ou na de algum familiar? No caso doPokemón Go, o game colhe ao menos três imagens. No do Instagram, podemos falar em dezenas ou centenas que você voluntariamente publicou? Se sua conta no Instagram for aberta, a CIA só teria o trabalho de dar uma pesquisada em seu perfil para conhecer os detalhes de sua residência. O mesmo acontece com o Snapchat e, numa dimensão exponencialmente maior, com o Facebook, que tem acesso a nossos gostos, às pessoas com quem trocamos mensagens, aos lugares que frequentamos, ao local de trabalho e de estudo, aos amigos, aos namorados e à família.

É uma boa hora de discutir se a relação que temos com os aplicativos e as redes sociais é saudável. Se vale a pena escancarar nossa privacidade a serviços que usam nossas informações para ganhar dinheiro com anunciantes e que, eventualmente, as repassam a serviços de inteligência. A base da teoria é que o criador do Pokémon Go, em algum momento, teve um envolvimento de negócios com a CIA. Não custa lembrar: a internet foi criada no fim da década de 1960 para interligar laboratórios de pesquisa. Sabe de onde eles eram? Do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.




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