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Atriz vítima de violência obstétrica relata momentos do parto: entenda o caso

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Mãe de Bruna Luz, 4 anos, e Theo, 1 ano, a atriz Carolinie Figueiredo fez um desabafo sobre ter sofrido violência obstétrica. Em entrevista à revista Marie Claire, a famosa contou detalhes dos momentos terríveis que passou no parto da primeira filha e diz que só se deu conta dos abusos depois, o que a levou a optar por um parto em casa no nascimento do segundo filho.”Tive minha primeira filha muito nova e só depois entendi que sofri violência obstetrícia”, disse.

Entenda o que aconteceu

Segundo Carolinie relatou à publicação, uma enfermeira teve conduta totalmente inapropriada, forçando o parto de forma violenta e impedindo que ela se posicionasse como quisesse ou mesmo tivesse liberdade de expressar sua dor. ”A enfermeira quase subiu em cima de mim para ‘facilitar’ a saída. Pedi para ficar de cócoras e não deixaram, mandavam eu parar de gritar”.

Já no nascimento do segundo filho, ela conseguiu que tudo fosse da forma como sonhava. “Tive o Theo em casa, com a ajuda de uma doula”, contou. Ela defendeu também que a decisão sobre o parto, seja natural ou cesárea, é um direito de cada mulher e precisa ser respeitado.

O que é violência obstétrica

A violência obstétrica pode acontecer durante a gestação, no momento do parto – incluindo trabalho de parto, o parto em si e o pós-parto – e no atendimento de complicações causadas por abortamento. Alguns exemplos são: comentários constrangedores ou preconceituosos, negliência no atendimento, cesárea agendada sem recomendação por evidências científicas, aplicação de soro com ocitocina sintética sem o conhecimento da mãe, sucessivos exames de toque no momento do parto, exigir posição ginecológica, impedir ou retardar contato da mãe com o bebê, introduzir leite artificial ou chupeta sem autorização, e muitos outros.

Campanhas feitas por ativistas e ações do Ministério Público estão ajudando a melhorar esse cenário. Em São Paulo, o Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher lançou um projeto que distribui cartilhas informando as mulheres sobre os tipos de violência e também sobre seus direitos na assistência ao parto.

É muito importante estar ciente sobre o que é violência obstétrica para que, quem sofra esse tipo de abuso durante a gestação, possa denunciar. O jeito certo de fazer isso é procurando a Defensoria Pública do seu município e levando uma cópia doprontuário médico com o registro de todos os procedimentos realizados, que pode ser obtido no setor administrativo do hospital.

Como fazer um plano de parto

Para que a decisão da mulher sobre o nascimento de seus filhos aconteça da forma como ela deseja, é possível registrar tudo em um documento, chamado plano de parto. Pode ser uma carta corrida ou uma lista com as preferências sobre atendimento, cuidados com o bebê, nome do acompanhante, procedimentos médicos aos quais não quer se submeter sem aviso prévio, posição que prefere ficar, entre outros.

A obstetriz Ana Cristina Duarte, membro do GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), explica que fazer um plano de parto é esencial. “A gestante/parturiente tem o direito de participar das decisões que envolvem seu bem-estar e o do bebê, a menos que haja uma inequívoca emergência médica que impeça sua participação consciente. Ela tem o direito de saber exatamente os benefícios e prejuízos de cada procedimento, exame ou manobra médica para ela e para o bebê”, escreveu no texto Plano de Parto, do site Amigas do Parto.




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