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Afinal, o que acontece com um bebê que nasce com microcefalia? Entenda

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No início do mês de novembro, o Ministério da Saúde decretou estado de emergência de saúde em função do grande número de bebês nascendo com microcefalia. Já são mais de 700 casos no Brasil, com predominância no estado de Pernambuco. Mas o que é essa doença e como ela afeta o desenvolvimento infantil são dúvidas que podem não ter sido adequadamente respondidas. Desvende-as a seguir.

Microcefalia: o que é a doença

A microcefalia é uma condição em que a circunferência do crânio é menor que o considerado normal para a idade do feto ou da criança. No nascimento a medida adequada é de 33 cm ou mais.

O neonatologista Gabriel Variane, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, explica que o tamanho reduzido da cabeça ocorre em consequência de um atraso do desenvolvimento cerebral e, por conseguinte, da caixa craniana.

Quando causada por quadros infecciosos, no caso do zika vírus, por exemplo, a alteração é agravada pela destruição do tecido cerebral e por calcificações em uma parte específica do cérebro, os ventrículos.

“O mais preocupante é quando essas alterações morfológicas ocorrem no primeiro trimestre gestacional, que é quando a estrutura básica cerebral está sendo formada”, explica o neurocirurgião Sérgio Cavalheiro, neurocirurgião pediátrico do mesmo hospital. “Ainda não podemos prever quais serão os distúrbios neurológicos que essa microcefalia causará, mas, levando-se em consideração o grau de atrofia cerebral verificado e a presença de calcificações grosseiras intracranianas, é de se esperar que esses recém-nascidos venham a apresentar sequelas neurológicas severas”.

Microcefalia e zika vírus

Segundo o Ministério da Saúde, a falta de estudos impede dizer com absoluta certeza que a microcefalia está relacionada ao zika vírus, no entanto, afirma que a relação é quase certa. De acordo com o próprio ministério, duas gestantes que esperam bebês com microcefalia tiveram o vírus zika detectado no líquido amniótico, que circunda o bebê dentro do útero.

Assim como a dengue e a febre chikungunya, o zika é transmitido por picadas do mosquito Aedes Aegypti e tem forte afinidade com o Sistema Nervoso Central. Entre os sintomas da contaminação pelo zika estão febre, dor no corpo e erupções cutâneas.

Causas da microcefalia 

De acordo com o neonatologista Gabriel, a microcefalia pode ocorrer devido a síndromes genéticas, exposição materna a substâncias tóxicas, consumo de drogas, alcoolismo materno ou infecções congênitas, como citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola e varicela.

Sintomas da microcefalia em bebês e consequências futuras

A microcefalia pode ser percebida na avaliação do bebê logo após o parto, momento em que costuma ser medido o perímetro da cabeça. Mas também existem sinais que indicam a condição no dia a dia da família, entre eles estão a dificuldade na amamentação e alimentação, a espasticidade (distúrbio muscular que causa rigidez) e convulsões.

Muitas dessas características permanecem nos anos seguintes, quando também poderá ser notada deficiência intelectual e cognitiva e outros atrasos neuropsicomotores, como comprometimento da visão, da fala e da locomoção.

Todas essas condições dependem do grau de acometimento do tecido cerebral afetado durante o desenvolvimento dentro do útero.

Tratamento 

De acordo com os especialistas, não existe tratamento capaz de reverter a microcefalia, tampouco um meio de evitar a contaminação do feto depois que a mãe teve a febre zika. O tratamento consiste em acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e pediatra desde os primeiros meses de vida, buscando minimizar as deformidades e obter o máximo desenvolvimento da criança.




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